História da Música : Lembra de Mim

Ivan Lins O texto abaixo foi copiado da página de Ivan Lins no Facebook.

Ivan conta a história da música “Lembra de Mim”, composta em parceria com Vitor Martins.

Amigos,
“Lembra de Mim” foi composta em 1992, em Woodland Hills, L.A, Califórnia e faz parte de uma coletânea de canções feitas nesse período, que chamei de “Saudades do Rio”.
Já que não aguentava mais aquela cidade sem esquinas, onde você perde 6 horas por dia dentro de um automóvel, se não mais.
Muita saudade de meus parentes e amigos, e da natureza estonteante.
Pois bem, a melodia até que saiu rápido, mas havia certa melancolia em mim. Quando voltei ao Brasil, essa música ficou guardada por quase 2 anos. No final de 1994 comecei a pré-produção do CD “Anjo de Mim”, num apart hotel, em Sampa e foi ali que desovei 3 canções da coletânea, incluindo “Lembra de Mim”. Não tinha letra ainda, mas já estava nas mãos do Vitor Martins.
Quando chegou a letra, me deu um aperto no coração. Me veio a lembrança de uma paixão de juventude, que terminou quase bruscamente, me deixando mal quase 2 anos. Além de nunca mais ter visto, sentia medo de um dia reencontrá-la, para dizer a verdade.
O que realmente aconteceu há 10 anos, na saída de um show, no extinto Canecão, me balançou, mas depois passou.
Curiosamente, não sei se o Vitor pensou em alguém quando escreveu a letra. Ele é muito fechado nesses assuntos.
Mas o texto veste bem, tanta gente, né?
Abraços,
Ivan

Agora, curtam esse grande sucesso desta famosa dupla da MPB, que fez parte da trilha sonora nacional da novela “História de Amor“, da Rede Globo.

Para ver a letra da música, clique aqui.

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História da Música : Bilhete

Ivan Lins A nossa história de hoje foi copiada da página do Facebook do próprio Ivan Lins.

A música se chama “Bilhete”, composta em parceria com Vitor Martins.

Amigos,
“Bilhete” foi composta em dezembro de 1979, em Teresópolis, em nossa ex-casa, no Ingá.
Eu e meu letrista e amigo Vitor já estávamos tentando fazer uma canção fazia dias e nada.
O clima começou a ficar desagradável. Começamos a nos estranhar.
Eis que nossa empregada, Dona Carmelita, reparando a situação, veio a nós e nos recomendou uma rezadeira que ela conhecia, chamada (pasmem) Madalena.
Fomos lá. Era numa pequena favela (hoje grande), no Caxangá. Subimos e chegamos à casinha dela. Dona Madalena era uma senhora branca, tipo nórdica, cabelos desgrenhados e simpática. Dona Carmelita explicou a ela que nós precisávamos de uns passes.
Aí ela foi para um canto e se concentrou e de repente estremeceu toda e recebeu uma entidade. Pegou um caderno e começou a escrever rabiscos nervosos, páginas e páginas, numa velocidade incrível, quando acabou, voltou para o canto, estremeceu de novo e voltou ao que era, e passou a traduzir a rabiscada toda: MAL OLHADO, INVEJA BRABA.
Virou-se para Vitor e disse pra ele acender uma vela numa pedra na beira de um rio e dedicar a uma entidade tal. Virou-se para mim também e disse para eu acender uma vela num descampado e dedicar a uma outra entidade. Já eram umas 20h da noite. Saímos de lá e Vitor logo achou o rio e acendeu a sua vela. Demorei a achar um descampado. Peguei minha vela, acendi e vi que não tinha pavio. Saímos atrás de outra vela, era domingo, tudo fechado. Acabei ganhando uma vela numa padaria.
Voltei ao descampado e acendi, dedicando a tal entidade. Voltamos para casa.
Dia seguinte, à tarde, minha sobrinha Heliane atende a um telefonema e vem me chamar dizendo que era um tal de Bíblia ou coisa parecida. Atendi e era o Quincy Jones, dizendo maravilhas de minhas músicas e nos convidando para Los Angeles, para saber o que ele estava preparando para nossas canções.
Minha carreira internacional começou ali.
Claro que no dia seguinte já estávamos inspiradíssimos e a primeira que saiu foi “Bilhete”.
Fiquei meio assustado com o tema, dizendo pra mim mesmo que nunca gostaria de cantar aquilo.
A inspiração não ficou só nisso. Fizemos mais umas 3 canções, entre elas “Atrevida”, que Simone e Isabella Taviani gravaram.
Canções femininas. Acho que a entidade do Vitor era uma mulher.
Gravei “Bilhete” no disco “Novo Tempo” de 1980. Ano seguinte Fafá de Belém grava e estoura a música nas paradas, com um arranjo belíssimo de César Camargo Mariano.
Dois anos depois ganhei meu “Bilhete”. O que eu temia aconteceu.
Fazer o quê?
Beijos,

Ivan

Agora vejam e curtam a bela interpretação de Ivan Lins e banda.

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Letra da Música:

Fontes:

História da Música : “Vitoriosa”

Quem conta a história da música “Vitoriosa”, de Ivan Lins e Vitor Martins, composta em 1984, é o próprio Ivan Lins, em sua página do Facebook, que reproduzimos a seguir :

10698522_938799806134368_712641742729928915_nVitoriosa” começou a ser composta apenas a melodia, num vôo de Sampa para o Rio. Um começo de melodia começou a vir, peguei um papel qualquer, desenhei uma pauta e escrevi o pedaço que martelava na minha cabeça. Dia seguinte, na passagem de som de um show no Canecão, retomei o pedaço, me inspirei em Caetano, pus a imagem da minha esposa Valeria na minha frente e caetaneei o resto da melodia. Pedi ao Gabriel Neto, nosso engenheiro de som, para gravar a melodia que foi feita. No dia seguinte, em outra passagem de som, voltei a ficar cantando a melodia. Neste dia, meu filho Claudio estava comigo, chegou perto de mim e começou a cantar uma introdução, com aquela voz de menino de 12 anos (estávamos em 1984) e ficou muito bonito. Pedi novamente ao Gabriel para gravar tudo e me fazer uma fita k-7. Na outra semana mandei uma cópia da fita para o Vitor Martins, disse que tinha feito para a Valeria e ele escreveu aquela letra. Na gravação final da música, um ano depois, que foi feita em New York, com arranjo do Dave Grusin, foi mantida a introdução do Claudio, com a voz dele. Em 1986, foi incluída na novela Roque Santeiro e explodiu no país inteiro. E está aí a historinha.

E, aí curtiram de saber como ela foi feita?

Beijos, Ivan

Curtam o vídeo com a bela interpretação de Ivan Lins :

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Avisa o Formigueiro

Ivan Lins - Album Juntos - 1984No ano de 1984, Ivan Lins e Vitor Martins compuseram a canção “Avisa o Formigueiro”.

A música protestava contra a classe politica que, desde aquela época, já se mostrava fora de sintonia com os anseios da população.

O sucesso foi, também, gravado por Tim Maia.

Em 1985, durante o primeiro Rock In Rio, Ivan Lins interpretou a canção diante de uma plateia de milhares de pessoas. Vale a pena relembrar :

Nos dias de hoje, pelo que estamos assistindo nas ruas, o “tamanduá” voltou para acabar com o “formigueiro”.

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Letra da Música:

Fontes:

Ivan Lins apresenta Amanda Brecker

Compartilhamos, abaixo, um post de Ivan Lins em sua página no FaceBook:

Amanda Brecker“Essa é a Amanda Brecker, filha de Eliane Elias e Randy Brecker, irmão trompetista do saudoso saxofonista Michael Brecker. Talentosíssima, gravou somente este CD, produção do Dave Mathews, canta tão bem em inglês como em português. É mais uma de minhas “sobrinhas/afilhadas”, adoro ela, a família dela e o talento dela. Quero que vcs conheçam o trabalho dela.
Ela poderia fazer um trabalho muito bom aqui pro Brasil, adoraria produzi-lá por aqui, assim como, a Tati Parra, a Verônica Ferriani, a Julia Vargas, a Eve, a Alexia, a Sáloah e tantas outras meninas tão talentosas soltas por aí.”

Ouçam Amanda Brecker e Ivan Lins interpretando “Ai, ai, ai”, de  Ivan Lins / Vitor Martins, e comprovem:

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Letra da Música:

Fontes: