Uma versão de um verdadeiro Hully Gully

The Fevers A canção de hoje foi lançada pelo grupo The Fevers no ano de 1965.

Trata-se de uma versão feita por Pedrinho que fez parte de um compacto simples. O disco também incluía “Ilusão Perdida”, de Rossini Pinto.

Mas, o nome da versão do nosso post de hoje é “Wooly Bully”, assim como o nome original feito e lançado pelo grupo americano Sam the Sham and the Pharaohs em março de 1965.

A história da música original conta que, para o seu álbum de estréia, o cantor Sam the Sham queria fazer uma homenagem à dança do Hully Gully. O departamento jurídico da gravadora temia usar esse título devido à existência de outra música com um título similar. A música recebeu luz verde depois que Sam reescreveu as letras e substituiu “Hully Gully” por “Wooly Bully“. Ainda, de acordo com Sam, o nome de seu gato era ‘Wooly Bully’, o que facilitou a escolha do título.

O vídeo abaixo foi gravado no ano de 2005, quando a Jovem Guarda completou 40 anos.

Apesar da letra da versão falar que o nome da dança é Wooly Bully, o correto é Hully Gully.

Vale a pena curtir, relembrar e compartilhar.

A gente era feliz e não sabia.

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Continuando com os nomes de mulheres: Daniela

Biquini Cavadao Apesar da letra da canção falar em Daniela, o nome da música é “Dani”.

Um dos grandes sucessos da banda Biquíni Cavadão.

A composição de Álvaro, Bruno, Miguel, Manno Góes e Carlos Coelho foi incluída no álbum Ao Vivo, lançado em 2005.

Conta-se, como história da música, que se trata de uma homenagem pelo aniversário de uma funcionária de um bar do bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, que a banda costumava freqüentar.

A moça, que se chamava Daniela, tinha o apelido de Dani e a letra faz, então, uma brincadeira divertida com esse apelido.

Vamos curtir e compartilhar.

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História da Música: “Me Chama”

Lobão O grande sucesso dos anos 80, composto por Lobão, estourou na gravação de Marina Lima e, posteriormente, no lançamento do autor em sua carreira solo.

No final da década de 70, Lobão era o baterista da banda Vimana, junto com Lulu Santos e Ritchie. Depois do final da banda, continuou atuando como baterista para outros artistas, como Luiz Melodia e Marina Lima. Fundou, junto com Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, a banda Blitz, mas sua participação no grupo foi por pouco tempo.

Depois disso, forma a banda Lobão e os Ronaldos, que tinha como tecladista Alice Pink Pank, sua namorada holandesa.

Pouco depois, sua mãe faleceu e Lobão resolve viajar com Alice para a Holanda, afim de visitar seus familiares. Mas, infelizmente, durante sua estada na Holanda, o pai de Alice falece também e a tecladista resolve ficar de vez na sua terra. Lobão retorna sozinho ao Brasil, mais triste do que estava antes de partir.

Duro, sem dinheiro e sem namorada, Lobão passava o dia se alimentando de mortadela. A energia de sua casa estava cortada, por falta de pagamento, assim como a linha telefônica (seu telefone, cortado, apenas recebia ligações). E a saudade de Alice era forte.

Era inicio do inverno e em uma noite de chuva, sem luz e sem telefone, Lobão pega o violão e começa a compor: “Chove lá fora / E aqui tá tanto frio / Me dá vontade de saber / Aonde está você? / Me telefona / Me chama! Me chama!
Me chama!”
… E, em outros versos: “Nem sempre se vê! / Lágrima no escuro / Lágrima no escuro / Lágrima!”

E assim foi criada essa grande balada que, a principio, o autor não gostou.

A música, então, foi oferecida para Marina Lima que gostou e gravou, só que com uma interpretação romântica, acompanhada por Lobão na bateria.

Logo depois, Lobão incluiu o sucesso no álbum Ronaldo Foi pra Guerra, da banda Lobão e os Ronaldos, lançado em julho de 1984, com a interpretação desejada pelo autor, uma rock-balada cantada aos gritos.

Convenhamos: se a luz e o telefone da casa de Lobão estivesse funcionando, ficaríamos sem essa bela canção.

Esse hit foi o mais executado na década de 80.

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O sertanejo romântico

Zeze Di Camargo e Luciano Vou falar de um grande sucesso de uma dupla sertaneja.

É o Amor“, canção composta por Zezé Di Camargo, lançada no primeiro LP da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, no ano de 1991.

A canção se tornou o primeiro sucesso da dupla, alcançando o primeiro lugar na parada e alavancou a carreira dos irmãos goianos.

No ano seguinte, em 1992, o grupo de de samba/pagode brasileiro Raça Negra gravou um single do hit com ritmo de pagode.

Depois, em 1999, foi a vez de Maria Bethânia gravar a canção, agora em uma versão romântica, no seu álbum A Força Que Nunca Seca.

Agora, em 2017, a canção, na versão de Maria Bethânia, vem integrar a trilha sonora da novela da TV Globo, A Força Do Querer.

Que os autores me perdoem, mas a interpretação e o arranjo na gravação de Bethânia dá um banho no original, sem, entretanto, tirar o mérito da autoria da música.

Vamos curtir esse belo sertanejo que se tornou uma bela canção romântica.

A História da Música = muito se discute sobre a composição, falando que teria sido feita especialmente para Zilu, ex-esposa de Zezé. Mas o próprio Zezé desmente essa versão em uma postagem no Instagram:

  • “Só pra esclarecer: a música ‘É o amor’ foi uma inspiração de Deus. Jamais fiz pensando em alguém. Não sei de onde tiraram isso”.

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Faltam menos de 2.500 acessos para chegarmos  a casa dos 100.000.

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A Dica de uma Amiga: Desenredo.

Desenredo Hoje, navegando pelo Facebook, uma postagem da Amiga Evelyne Bakker me deu a grande dica de postar esse sucesso da MPB.

A música chama-se “Desenredo”, composição de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

A postagem trazia a bela interpretação do grupo Boca Livre e a cantora Roberta Sá.

E, pesquisando na internet, encontramos uma postagem do site UAI.COM.BR contando a história dessa música.

Segundo o site, a “Trajetória” de criação da canção foi assim:

» Ao jogar futebol, Dori Caymmi rompe o tendão calcâneo, em 1976. Foi obrigado a ficar imobilizado por alguns meses.Para animá-lo, o pai, Dorival Caymmi, coloca um violão a seu lado.
» Dedilhando o violão, Dori se lembrou dos tempos de colégio em Cataguases, na Zona da Mata mineira, e cria os primeiros acordes e o refrão de Desenredo.
» Recuperado, ele mostra a melodia para Paulo César Pinheiro, a quem pede para letrá-la.
» Influenciado por Guimarães Rosa, Paulo César conclui a canção.
» Em 1980, Dori Caymmi lança a primeira gravação de Desenredo.
» Desenredo fica em 2º lugar num concurso popular para escolher a música mais querida dos mineiros. Perdeu para Peixe Vivo.

Vale a pena curtir e compartilhar.

 

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Azul da Cor do Mar, por Venturini

Tim Maia Hoje assisti, pela Globo Internacional, um Especial do Tim Maia que reúne cenas do filme sobre sua vida, entrevistas e depoimentos de Nelson Motta, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, e o grande “amigo” Fábio.

Saudades do grande Tim Maia. Principalmente nos dias de hoje, em que a atual safra de cantores e composições não se compara aos das décadas de 60, 70 e 80.

O cara que encantou Nelson Motta quando ouviu uma fita teste em que Tim Maia interpretava “Primavera”, de Cassiano. Que, indiretamente, lançou Roberto Carlos, quando o juntou a um grupo e formou o conjunto Os Sputiniks, conseguindo se apresentar no programa do saudoso Carlos Imperial. Mas, isso é uma outra longa historia.

Hoje vamos ver a historia da música “Azul da Cor do Mar”, conforme consta no site R7 (texto do blog Insoonia):

“Em 1969, Tim Maia ainda era um anônimo. Estava procurando um lugar para morar e foi pedir abrigo ao seu amigo Fábio, um cantor paraguaio que estava fazendo sucesso. Fábio dividia com seu empresário, Glauco Timóteo, um apartamento na rua Real Grandeza, em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Lá era um entra-e-sai de meninas devido ao sucesso do cantor paraguaio.

O apartamento era de dois quartos, um de Fábio e outro de Glauco. Restou para Tim o velho sofá da sala, chamado de dromedário, no qual ele passou a dormir.

O movimento intenso de mulheres continuava, com Glauco e Fábio aproveitando o sucesso e a juventude.

Já Tim Maia ficava sempre sozinho, vendo todas aquelas garotas entrando nos quartos com Fábio e Glauco. Ouvindo risos, gemidos e gritos, Tim ligava o gravador e cantava com tristeza e raiva, chegando até aos prantos.

Até que Fábio e Glauco viajaram com os músicos para shows em Salvador e Recife, deixando Tim Maia solitário em casa. Logo, ele abandonou o dromedário e passou a ficar na cama de Glauco. Na parede em frente à cama havia um pôster colorido de uma morena, contra o mar azul do Taiti. Tim, se sentindo muito só, pegou no violão e começou a cantar.

Quando Fábio voltou da viagem, Tim Maia ligou o gravador e disse que tinha feito uma música inspirado no pôster. A canção era “Azul da Cor do Mar”.

“Mermão!”, gritou Fábio, que, abraçando Tim, completou: “tu acabou de fazer a música da tua vida!”.
“Azul da Cor do Mar” se transformaria em um dos grandes sucessos de Tim Maia.

Também nesta semana que passou, nosso Amigo Luiz Renato postou em sua página do FaceBook o grande cantor e compositor Flavio Venturini, um dos grandes componentes do Clube da Esquina, interpretando seu sucesso “Todo Azul do Mar”.

Conseguimos, então, no YouTube, um clipe com Flavio Venturini interpretando um medley de “Azul Da Cor Do Mar / Todo Azul do Mar”, para você curtir:

E então, gostaram?

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