A Dica de uma Amiga: Desenredo.

Desenredo Hoje, navegando pelo Facebook, uma postagem da Amiga Evelyne Bakker me deu a grande dica de postar esse sucesso da MPB.

A música chama-se “Desenredo”, composição de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

A postagem trazia a bela interpretação do grupo Boca Livre e a cantora Roberta Sá.

E, pesquisando na internet, encontramos uma postagem do site UAI.COM.BR contando a história dessa música.

Segundo o site, a “Trajetória” de criação da canção foi assim:

» Ao jogar futebol, Dori Caymmi rompe o tendão calcâneo, em 1976. Foi obrigado a ficar imobilizado por alguns meses.Para animá-lo, o pai, Dorival Caymmi, coloca um violão a seu lado.
» Dedilhando o violão, Dori se lembrou dos tempos de colégio em Cataguases, na Zona da Mata mineira, e cria os primeiros acordes e o refrão de Desenredo.
» Recuperado, ele mostra a melodia para Paulo César Pinheiro, a quem pede para letrá-la.
» Influenciado por Guimarães Rosa, Paulo César conclui a canção.
» Em 1980, Dori Caymmi lança a primeira gravação de Desenredo.
» Desenredo fica em 2º lugar num concurso popular para escolher a música mais querida dos mineiros. Perdeu para Peixe Vivo.

Vale a pena curtir e compartilhar.

 

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Azul da Cor do Mar, por Venturini

Tim Maia Hoje assisti, pela Globo Internacional, um Especial do Tim Maia que reúne cenas do filme sobre sua vida, entrevistas e depoimentos de Nelson Motta, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, e o grande “amigo” Fábio.

Saudades do grande Tim Maia. Principalmente nos dias de hoje, em que a atual safra de cantores e composições não se compara aos das décadas de 60, 70 e 80.

O cara que encantou Nelson Motta quando ouviu uma fita teste em que Tim Maia interpretava “Primavera”, de Cassiano. Que, indiretamente, lançou Roberto Carlos, quando o juntou a um grupo e formou o conjunto Os Sputiniks, conseguindo se apresentar no programa do saudoso Carlos Imperial. Mas, isso é uma outra longa historia.

Hoje vamos ver a historia da música “Azul da Cor do Mar”, conforme consta no site R7 (texto do blog Insoonia):

“Em 1969, Tim Maia ainda era um anônimo. Estava procurando um lugar para morar e foi pedir abrigo ao seu amigo Fábio, um cantor paraguaio que estava fazendo sucesso. Fábio dividia com seu empresário, Glauco Timóteo, um apartamento na rua Real Grandeza, em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Lá era um entra-e-sai de meninas devido ao sucesso do cantor paraguaio.

O apartamento era de dois quartos, um de Fábio e outro de Glauco. Restou para Tim o velho sofá da sala, chamado de dromedário, no qual ele passou a dormir.

O movimento intenso de mulheres continuava, com Glauco e Fábio aproveitando o sucesso e a juventude.

Já Tim Maia ficava sempre sozinho, vendo todas aquelas garotas entrando nos quartos com Fábio e Glauco. Ouvindo risos, gemidos e gritos, Tim ligava o gravador e cantava com tristeza e raiva, chegando até aos prantos.

Até que Fábio e Glauco viajaram com os músicos para shows em Salvador e Recife, deixando Tim Maia solitário em casa. Logo, ele abandonou o dromedário e passou a ficar na cama de Glauco. Na parede em frente à cama havia um pôster colorido de uma morena, contra o mar azul do Taiti. Tim, se sentindo muito só, pegou no violão e começou a cantar.

Quando Fábio voltou da viagem, Tim Maia ligou o gravador e disse que tinha feito uma música inspirado no pôster. A canção era “Azul da Cor do Mar”.

“Mermão!”, gritou Fábio, que, abraçando Tim, completou: “tu acabou de fazer a música da tua vida!”.
“Azul da Cor do Mar” se transformaria em um dos grandes sucessos de Tim Maia.

Também nesta semana que passou, nosso Amigo Luiz Renato postou em sua página do FaceBook o grande cantor e compositor Flavio Venturini, um dos grandes componentes do Clube da Esquina, interpretando seu sucesso “Todo Azul do Mar”.

Conseguimos, então, no YouTube, um clipe com Flavio Venturini interpretando um medley de “Azul Da Cor Do Mar / Todo Azul do Mar”, para você curtir:

E então, gostaram?

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Compondo e engomando as calças

DVD - Ednardo Esse sucesso de Ednardo é do ano de 1979, composição desse cearense em parceria com o piauiense Climério.

Recentemente, em 2016, você pode curtir essa música na trilha sonora da novela Velho Chico da TV Globo.

Mais uma vez se resgatam músicas dos anos 60, 70 e 80 para compor uma trilha sonora. Será que hoje em dia não existem mais bons compositores? Ou será que para as gravadoras só interessam os lixos com apelo popular?

Bem, o nome da canção é “Enquanto engomo a calça”. Um título sutil de um fato corriqueiro das casas nordestinas daquela época.

Procuramos saber um pouco da historia dessa música e encontramos em um blog do Dr Zem, que postamos a seguir:

    • … Ednardo, autor de “Pavão Misterioso”, contou, em entrevista, que na década de setenta, na companhia dos seus amigos, os compositores Dominguinhos e Climério, lançaram-se a um desafio: qual dos três faria mais músicas em um espaço de um mês.Não sabemos quem foi o vencedor da aposta – Ednardo, talvez por elegância ou por esquecimento, afirma que o resultado foi um improvável empate, mas lembra de que, encerrado o desafio, resolveu convidar os dois amigos para tomar uma “cervejinha” na praia. Antes de sair, sua companheira percebeu que a calça do cantor estava muito amassada e comentou: “Ednardo, tua calça está muito amassada, me deixe engomá-la”. O cearense declarou que aproveitou mote e convidou Climério para compor uma música comentando: ”Climério, não repare não, mas enquanto ela engoma a calça vamos fazer mais uma música”. Foi instantâneo, correram para o violão e compuseram, em poucos minutos, um dos seus grandes sucessos. Depois foram para seu programa praiano, sem calça amarrotada e com mais uma composição no seu brilhante acervo….

Só não conseguimos identificar quem são: Vilma e Maria Helena. As duas mulheres citadas ao final da letra.

Quem souber, informe nos comentários.

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História da Música: Resposta

Siderado O ano era 1988.

A banda mineira Skank elaborava a finalização do repertório de seu novo CD, que teria o título de “Siderado”.

Era o quarto álbum da banda e seria gravado nos lendários estúdios Abbey Road, onde os Beatles gravaram tantos sucessos.

Samuel Rosa e os demais integrantes da banda convidaram Nando Reis para contribuir nesse novo repertório.

O resultado foi excelente: Nando Reis, em parceria com Samuel Rosa, produziram a bela canção “Resposta”.

A inspiração da música veio do recente término do relacionamento entre Nando Reis e Marisa Monte.

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O Blues que o Rei não cantou

Sergio Sampaio Essa música se refere a dois grandes capixabas. Dois excelentes cantores e compositores. Um eleito como “Rei”, o outro com a fama de “Maldito”.

Estamos falando de Roberto Carlos, o Rei do Iê-Iê-Iê, e de Sérgio Sampaio, o Maldito da MPB, que infelizmente já não está entre nós, faleceu em 1994.

A história da música que vamos postar hoje inicia quando Sérgio Sampaio, em 1972, ano em que sua canção “Eu quero é botar meu bloco na rua” participa do IV FIC (Festival Internacional da Canção) e integra um compacto do Festival, que graças a ela vende 500 mil cópias, tornando-se sucesso no carnaval de 1973.

Com todo esse sucesso, Sampaio recebe um recado de um assessor de Roberto Carlos pedindo que fizesse uma canção no mesmo estilo da música do Festival (a do Bloco), para que o “Rei” pudesse gravar. Sérgio ficou radiante, imaginando poder realizar o sonho de ter uma composição sua gravada por seu ídolo e conterrâneo.

Mas, a essa altura, o Rei já havia abandonado o Iê-Iê-Iê e se transformava em um cantor de músicas românticas. Não era a praia de Sérgio, que acabou não conseguindo compor a “canção encomendada”.

Porém, ao final dessa história, Sérgio compôs uma linda canção relatando toda a sua tristeza por não conseguir ouvir uma música sua gravada pelo antigo ídolo. O nome da canção é “Meu Pobre Blues“, lançada no ano de 1974. A letra fala sobre algumas canções de Roberto Carlos, como você vai poder identificar.

Em 1973 Sérgio Sampaio lançou seu primeiro álbum, produzido por Raul Seixas. Um fracasso de vendas, embora a canção “Cala a boca, Zebedeu“, de autoria de seu pai (Raul Sampaio), incluída no álbum, tenha feito grande sucesso nas rádios. Mas isso a gente vai curtir em um futuro post.

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