E se foi o Carnaval…

Orfeu do Carnaval Até mesmo o nosso grande poeta, Vinicius de Moraes, escreveu em uma de suas memoráveis letras, musicada por Tom Jobim, versos sobre a ilusão do Carnaval.

O nome da famosa canção é “A Felicidade”, composta no ano de 1959. Foi feita para para o filme Orfeu do Carnaval, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, gravada pelo cantor Agostinho dos Santos. Fala do dia a dia do pobre que, depois de trabalhar um ano inteiro, vê a sua felicidade acontecer no carnaval, durar três dias e terminar na quarta-feira de cinzas.

Se bem que, nos dias atuais, o Carnaval já começa na sexta-feira e termina no domingo da semana seguinte. Não são mais “3 dias de folia”, são “10 dias”.

Mas, como Vinicius de Moraes disse : …”A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnaval / A gente trabalha o ano inteiro / Por um momento de sonho / Pra fazer a fantasia / De rei ou de pirata ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira” …

Vamos relembrar e curtir.

No vídeo, você curtiu : Antônio Carlos Jobim (voz e piano), Jacques Morelenbaum (violoncelo), Paulo Jobim (guitarra), Danilo Caymmi (voz e flauta), Sebastião Neto (baixo), Paulo Braga (bateria), e, nos vocais, Ana Jobim, Elizabeth Jobim, Simone Caymmi, Maúcha Adnet, e Paula Morelenbaum.

Gravado no Festival de Jazz de Montreal, no ano de 1986.

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E segue o Carnaval

Luiz Gonzaga JrVocê merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com teu carnaval”?

Esses são os versos de um grande sucesso da década de 70.

A música é uma composição de Gonzaguinha, lançada no álbum Luiz Gonzaga Jr., no ano de 1973.

A letra mostrava que o povo, com todas as dificuldades que passava, não se importava e nem protestava, apenas se contentava em ter a cerveja, seu samba e um bom Carnaval.

Gonzaguinha faleceu em Abri de 1991 e nem imaginaria que a sua música, passados 43 anos de seu lançamento, ainda continuaria bem atual.

O “pão e circo” ainda é o que a grande maioria do povo deseja, infelizmente.

Relembrem esse sucesso : “Comportamento Geral”.

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E lá se vão 50 Carnavais

DVD Jose Augusto Pois é, esse Blog não tem muito a ver com Carnaval, e hoje também não iremos postar nada sobre o tema.

Apenas lembrar do tempo que ficou pra trás. Eu diria que se passaram 50 Carnavais.

O Carnaval, apesar de não ser a festa preferida de muitos brasileiros, no qual me incluo, gera uma certa saudade dos anos vividos no Brasil, entre os brasileiros que vivem espalhados por esse mundo, no qual eu também me incluo.

Muitos podem achar que esse post é um tanto quanto nostálgico, mas posso garantir que é “realmente” e “totalmente” nostálgico.

Hoje, para lembrar dos bons tempos vividos coloquei no Youtube o show do José Augusto. A vantagem das smartv’s é a facilidade de encontrar o que quer na internet e assistir na hora em uma grande tela. Isso nós não tínhamos há 50 Carnavais.

O show, muitos podem classificar como “brega”, “romântico”, ou “cafona”, como dizíamos há 50 Carnavais. Não me interessa. Peguei minha cerveja e fiquei curtindo as canções, relembrando o tempo de juventude.

img164Lembrei de muitos amigos que, mesmo separados por décadas, se encontraram nas redes sociais e continuaram aquele papo que tiveram ali na esquina, há 50 Carnavais.

Olhando o palco do show que se mostrava na TV me lembrei do tempo em que não éramos mais uma criançada mas freqüentávamos o “Gurilândia”, com seu pequenino palco.

Aquele palco era o sucesso da turma, não importava o tamanho, afinal os Beatles começaram no Cavern Club com um palco muito menor. Fiquei imaginando o saudoso Gegê com sua guitarra rítmica, com o cigarrinho aceso espetado na ponta da corda na cravelha. Dedé com sua guitarra solo, sempre muito compenetrado na música. Gugú, o cara alto do grupo, marcando no baixo. Alan, com sua batida sincopada, marcava o tempo e o andamento dos bons rocks, entre uma e outra sacudida em suas madeixas. E, o crooner, Vita, que esbanjava simpatia, rs…. Eu curtia meu teclado e o piano em várias jam session em casa e, tempos depois, na casa do Qüenqüém.

Tempos depois, Alan aposentou as baquetas e deu lugar a Toninho, que aparecia invariavelmente com a sua Toca, e Gugú cedeu a vaga de baixista para Edú, que chegava com seus patins (naquela época não chamávamos de roller). Até o Vita cedeu seu lugar de crooner em uma gravação “histórica” de “Sunny”, mas isso é melhor não comentar.

A turma era grande, muito mais do que um conjunto, muito mais do que um time de futebol, era um monte de amigos que, por mais que voassem por ares e planícies diferentes, sempre voltavam e se encontravam no Planalto (o nosso famoso Bar do Edú, não o baixista, claro), para curtir um bom papo e ouvir a gargalhada da Catita. Discutíamos sobre os Festivais da Canção, sobre o crescente sucesso da Seleção Brasileira, ou simplesmente fazíamos nosso campeonato de purrinha, valendo a cerveja, claro.

Não tínhamos carrões nem calhambeques, mas tínhamos a boa Vemaguete do amigo Mamadeira. Não tínhamos mansões nem Festas de Arromba, mas tínhamos as nossas festas na casa da D.Ângela, a mãezona da turma. Quando nada havia para fazer, uma boa noitada de carteado na casa do Conde (José Carlos), incrementada por uma boa dose de discos de Jazz.

Enfim, éramos uma turma unida e feliz.

Mas, os anos foram passando e nossas vidas ganhando novas variantes que se multiplicaram em proporções geométricas, afastando-nos por diversos caminhos. Felizmente, graças as redes sociais, estamos continuando o nosso papo interrompido por 50 Carnavais.

Eu sei que muitos dos que estão lendo esse post não irão entender o conteúdo de toda essa história, mas serve para que você pare um pouco com esse stress da rotina diária, curta um bom show romântico/brega, e se lembre dos seus Carnavais de outrora. Velhos amigos serão sempre bem lembrados.

Agora é só apertar no play do vídeo, deixar rolar, e relembrar.

Com vocês, “Agüenta Coração – José Augusto – ao vivo”.

Este não ano vai ser igual aquele que passou,

eu não brinquei, você também não brincou…

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O Trio que levou o frevo para a Bahia

Trio Trio Elétrico é o nome pelo qual, no Brasil, é chamado o caminhão adaptado com aparelhos de sonorização para a apresentação de música ao vivo, através de alto-falantes, em que são executados samba, frevos e outros ritmos. É um dos maiores fenômenos de massa do Brasil que teve sua origem em Salvador, no ano de 1950.

Dodô e Osmar foram os inventores do trio elétrico do carnaval baiano.

Antônio Adolfo Nascimento – Dodô – e seu amigo Osmar Álvares Macêdo adaptam uma “forbica” (um Ford 1929) ligando à bateria do automóvel um violão e um protótipo de guitarra e saíram pelas ruas executando o ritmo recifense, com enorme sucesso. Estava, assim, instituída a dupla elétrica Dodô e Osmar. Depois, incluíram mais um membro, Temístocles Aragão, formando assim o trio elétrico, em 1951. No ano de 1974, Armando da Costa Macêdo, conhecido como Armandinho,  filho de Osmar, juntou-se a seu pai e outros músicos para formar a banda Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, lançando diversos discos carnavalescos ao longo da década de 80.

Moraes Moreira também se apresentava com essa nova banda e é com eles que vamos curtir esse belo frevo.

Para vocês curtirem: “Vassourinha Elétrica”, de Moraes Moreira, uma justa homenagem ao frevo “Vassourinhas”, composição de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos, no ano de 1909. Considerada, até os dias de hoje, a música mais tocada nos carnavais das cidades do Recife e de Olinda.

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O importante é o Carnaval…

Jair Rodrigues Esse é o grande lema do povo brasileiro: “o importante é o Carnaval”.

Apesar de todas as dificuldades que o Brasil passa atualmente, com tanta crise politica e econômica, o povo parece se importar mesmo é com samba, praia e futebol.

As varias manifestações reivindicando mudanças na atual situação se mostram menores do que qualquer “micareta”, “trio elétrico” ou “bloco de carnaval”.

E, partindo desse lema, lembramos de um samba composto pelo saudoso Wando, que fez enorme sucesso na gravação de Jair Rodrigues.

Vamos relembrar e curtir: “O Importante é Ser Fevereiro”.

O verdadeiro Carnaval vai acontecer quando o Brasil mudar.

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